segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Rentabilidade e Risco Passado do Tesouro Direto - dezembro de 2015

Apresentamos a rentabilidade bruta passada dos títulos públicos à venda no Tesouro Direto (TD) em 31 de dezembro de 2014. Para fins de comparação, iremos publicar a variação do DI-CETIP, que é a base para a remuneração dos CDBs pós-fixados e referência dos fundos de renda fixa de curto prazo. Também iremos publicar a rentabilidade da poupança.

Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura

Antes de começar, nunca é demais relembrar que a tabela abaixo foi elaborada através do histórico de preços e taxas dos títulos públicos, obtidos diretamente do sítio do Tesouro Direto. Ou seja, nossa tabela demonstra o que aconteceu no mês de dezembro de 2014, no ano de 2014, bem como nos últimos 12, 24 e 36 meses e, portanto, não deve servir de base para o que pode vir a acontecer nos próximos meses.

Lembramos que, para se obter a rentabilidade líquida (o que realmente vai para o seu bolso), é necessário descontar as taxas cobradas por seu agente de custódia, bem como o do Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Para saber um pouco mais sobre a tributação, leia nosso artigo Tributação de investimentos - Tesouro Direto.

Neste mês não houve pagamento de cupom de juros das NTN-B e NTN-F.


O que aconteceu no mês passado?

O último mês de 2014 foi marcado pela alta da curva de juros e, com isso, os preços dos títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F) e indexados à inflação (NTN-B e NTN-B Principal) teve redução. Já as LFT, por ser um título indexado à Selic, teve oscilação positiva no mês. O destaque (negativo) do mês foi a NTN-B Principal com vencimento em 2035, que teve queda de -7,51% no período (ante um DI que teve variação de 0,84%).

Na última coluna da tabela acima apresentamos o desvio-padrão dos retornos dos títulos públicos. O desvio-padrão é uma medida comum de risco de mercado, pois, quanto maior o desvio-padrão, maior é a dispersão dos retornos em relação à média histórica (tendo como hipótese uma distribuição-normal dos retornos). Quanto maior o desvio-padrão, maiores serão as oscilações dos retornos em relação à média. Em outras palavras, quanto maior o desvio-padrão, maior o risco.

O desvio-padrão da NTN-B Principal 2035, destaque do mês de dezembro, é o mais elevado entre os títulos negociados atualmente no Tesouro Direto. Por essa razão, o preço unitário de tal título tem amplas variações, como a apresentada neste mês.

Aliás, esta é uma característica comum em títulos públicos com vencimentos longos, cujos preços costumam oscilar acima da média, tal como explicamos no artigo Tesouro Direto: títulos longos vs. títulos curtos. Ou seja, são títulos indicados para quem tem sangue frio para especular, ou então para quem vai manter o título até o vencimento, o que pode demorar um bom tempo. Ou seja, vale a velha máxima do mercado financeiro que diz: para perseguir maiores retornos, é necessário correr maiores riscos.

Nunca é demais relembrar

Este este artigo é meramente informativo e não deve ser considerado como recomendação de investimento, nem deve servir como única base para tomada de decisões de investimento. Antes de efetuar seus investimentos no Tesouro Direto e, para melhor entendimento do programa e das características dos títulos públicos negociados através desta plataforma, recomendamos a leitura cuidadosa do regulamento, bem como a leitura de outros artigos deste Blog ou de outros blogs especializados, bem como a realização de cursos e consultas à página do próprio programa, no site da Tesouro Nacional.

Tabela e artigo elaborados por Flávio Girão Guimarães.

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3 comentários:

juscelino souza disse...

Os rendimentos do tesouro direto é mensal ou anual? Tipo assim, séria 11% ao ano ou 11% ao mês? Essa é a minha única dúvida.

Anônimo disse...

Juscelino, os rendimentos são calculados anualmente. No caso, seriam 11% ao ano.

juscelino souza disse...

Entendi agora parceiro obrigado mas pra mim assim não é tão interessante.

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