quarta-feira, 2 de julho de 2014

Rentabilidade e Risco Passado do Tesouro Direto - junho de 2014

Segue abaixo a rentabilidade bruta passada dos títulos públicos à venda no Tesouro Direto (TD) em 30 de junho de 2014. Para fins de comparação, iremos publicar a variação do DI-CETIP, que é a base para a remuneração dos CDBs pós-fixados e referência dos fundos de renda fixa de curto prazo. Também iremos publicar a rentabilidade da poupança (cálculo antigo e cálculo novo).

A tabela abaixo foi elaborada através da evolução dos dos preços únicos dos títulos públicos (PU), obtidos diretamente do site da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Ou seja, a tabela abaixo demonstra o que aconteceu no mês de junho de 2014 e meses anteriores, não devendo servir de base para o que pode vir a acontecer nos próximos meses. Lembramos que, para se obter a rentabilidade líquida (o que realmente vai para o seu bolso), é necessário descontar da rentabilidade bruta as taxas cobradas por seu agente de custódia, bem como o do Imposto de Renda devido.

Neste mês não houve pagamento de cupom de juros das NTN-F e NTN-B.


























No mês de junho houve a continuação do processo de queda das taxas de juros de mercado de curto prazo, com consequente elevação dos preços dos títulos com vencimento até 2025. O destaque positivo do mês foi a LTN com vencimento em 1º de janeiro de 2017, que teve variação de +1,28% (ante um DI que teve variação de 0,82%).

Porém, neste mesmo mês houve elevação das taxas de juros de longo prazo, e consequente redução do preços dos títulos públicos com vencimento superiores a 2025. O destaque negativo do mês ficou por conta da NTN-B Principal com vencimento em 2035, que teve queda de -1,44%.

Apresentamos também o desvio-padrão dos retornos dos títulos públicos do Tesouro Direto. O desvio-padrão é uma medida comum de risco de mercado, pois, quanto maior o desvio-padrão, maior é a dispersão dos retornos em relação à média histórica (tendo como hipótese uma distribuição-normal dos retornos). Quanto maior o desvio-padrão, maiores serão as oscilações dos retornos em relação à média. Em outras palavras, quanto maior o desvio-padrão, maior o risco.

O desvio-padrão da NTN-B Principal 2035 é o mais elevado entre os títulos negociados no Tesouro Direto. Por essa razão, tal título tem amplas variações, como a apresentada em junho. Aliás, esta é uma característica comum em títulos públicos com vencimentos longos, cujos preços costumam oscilar acima da média. Ou seja, são títulos indicados para quem tem sangue frio para especular, ou então para quem vai manter o título até o vencimento, o que pode demorar um bom tempo. Ou seja, vale a velha máxima do mercado financeiro que diz: para perseguir maiores retornos, é necessário correr maiores riscos.

Importante ressaltar que este este artigo é meramente informativo e não deve ser considerado como recomendação de investimento, nem deve servir como única base para tomada de decisões de investimento. Antes de efetuar seus investimentos no TD e, para melhor entendimento do programa e das características dos títulos públicos negociados através desta plataforma, recomenda-se a leitura cuidadosa do regulamento, bem como a leitura de outros artigos, a realização de cursos e consulta à excelente página do programa no site da Tesouro Nacional.

Tabela e artigo elaborados por Flávio Girão Guimarães.

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