quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cartão de crédito: programas de recompensa

Para atrair novos consumidores, bem como para aumentar o uso dos cartões de crédito, muitas administradoras recorem aos chamados programas de recompensa. Nos planos de recompensa mais comuns, o valor da fatura é trocado por pontos e, tais pontos, são utilizado na troca por brindes, assinatura de revistas, eletrodomésticos e passagens aéreas. Parece algo muito bom, mas, por trás dessa aparente bondade, existem algumas pequenas armadilhas que devem analisadas.

A primeira armadilha é que esses programas de recompensa costumam vir acompanhados por uma expressiva elevação da anuidade e, tal aumento, por vezes não é compensado pelas eventuais recompensas que o usuário do cartão de crédito venha a resgatar.

Outra armadilha que pouca gente sabe é que boa parte das administradoras de cartão cobra uma tarifa para o resgate de prêmios. Isso mesmo, você não leu errado: para se resgatar um prêmio você paga uma tarifa!

Outra armadilha comum é que os tais pontos de recompensa geralmente tem validade para o resgate, obrigando o dono do cartão de crédito a resgatar prêmios não desejados. Há casos onde os donos dos cartões de crédito acabam gastando mais do que gastariam normalmente, apenas para acumular pontos suficientes para o resgate de um bom prêmio e isso é exatamente o que a administradora do cartão de crédito quer que você faça.

Gastar mais do que você gastaria normalmente, apenas para resgatar prêmios é uma atitude inaceitável para quem quer ter o controle de seus gastos.

E quando vale a pena adquirir um cartão com um plano de recompensas? A resposta é simples: calcule se os potenciais benefícios (prêmios, milhas aéreas etc) compensam os custos e tarifas, utilizando no seu cálculo seus gastos atuais com cartão de crédito. Nem mais, nem menos. Se a conta for positiva, vá em frente e adquira o cartão de crédito com programa de recompensa. Senão, mantenha o seu cartão atual. Certamente a conta será favorável poucas pessoas.
Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.

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