terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

Até pouco tempo, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) eram produtos restritos a investidores de alta renda. Porém, ao longo de 2013 testemunhamos a popularização de tais produtos bancários. Nesse artigo, apresentaremos as características principais das LCI/LCA, suas vantagens e desvantagens, bem como o risco envolvido em sua aquisição.

Tanto a LCI como a LCA são títulos emitidos por instituições financeiras, tendo como lastro as carteiras de crédito dos correspondentes segmentos. Por essa razão, tal como ocorre nos Certificados de Depósitos Bancários (CDB), a remuneração é negociada diretamente entre o cliente e a instituição financeira, ou seja, a remuneração das LCI/LCA vai depender de: 

  • valor investido; 
  • prazo; 
  • liquidez; 
  • volume de outros investimentos na instituição financeira; 
  • etc. 
Por ser um título de crédito, tanto LCI como LCA são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em até R$ 250 mil por investidor. Para saber um pouco mais sobre o FGC, leia o artigo Proteção do FGC sobe para R$ 250 mil.

As LCI e as LCA têm prazo mínimo de 60 dias e máximo de dois anos. A instituição financeira pode oferecer liquidez diária a partir de 60 dias, nunca antes. Porém, títulos sem liquidez costumam render um pouco mais aos investidores. 

Isenção fiscal 

O grande diferencial das LCI/LCA está no fato de seu rendimento ser isento de imposto da renda (IR). Ou seja, mesmo que uma LCI/LCA renda um pouco menos que outro título investimento em renda fixa (e.g. CDB, título público, fundo de investimento), é possível que o investidor receba um pouco mais, considerando o desconto do IR.

Em nossa Calculadora Poupança X Fundo DI X CDB X Tesouro Direto X LCI/LCA é possível avaliar o efeito da isenção fiscal das LCI/LCA sobre os rendimentos de tais títulos, bem como comparar tais rendimentos com os rendimentos gerados por outros investimentos populares.

Artigo escrito por Flávio Girão Guimarães.