quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fale Conosco: Tesouro Direto 2011

Fale Conosco
Caros leitores,

Na página Fale Conosco disponibilizamos um espaço para que vocês enviem sugestões, críticas, estudos de caso, dúvidas etc. Através desse canal de comunicação, já atendemos muitos leitores que procuram o aconselhamento de nossos especialistas.

Nessa interessante troca de informações, por vezes nos deparamos com dúvidas que podem ser estendidas a outros leitores e, portanto, quando autorizados, publicaremos tais dúvidas e a resposta de nossos especialistas.

Meu conterrâneo, Rafael Pinheiro do Rio de Janeiro/RJ, entrou em contato conosco, perguntanto nossa opinião acerca da evolução do Tesouro Direto em 2011...

Bom dia!


Eu li um artigo (Fundo DI X CDB X Poupança - Fevereiro de 2011) do Flávio Girão Guimarães que me esclareceu bastante sobre o atual momento da economia e os investimentos conservadores que podem render mais neste ano de 2011. Porém, eu gostaria de saber como o investimento no Tesouro Direto vai se desenrolar neste ano de 2011? Estou aguardando noticias. Muito obrigado e parabéns pelo artigo.

Rafael Pinheiro
Rio de Janeiro/RJ


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Nossa resposta ao amigo Rafael Pinheiro, foi a seguinte:


Caro Rafael,

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Bem, o assunto Tesouro Direto é uma das prioridades do site ABC do Dinheiro. No Brasil, temos o privilégio de comprar diretamente títulos públicos, sem intermediários. Ao longo do tempo, iremos postar muitos artigos sobre esse assunto. Aguarde e confira!

A resposta à sua pergunta não é trivial. No Tesouro Direto podemos adquirir títulos públicos com características completamente distintas. Alguns títulos tem como característica uma rentabilidade pré-definida (ou prefixada, no jargão dos economistas), tal como as LTN e as NTN-F. Já outros títulos tem sua rentabilidade atrelada a um índice de preços (NTN-B, por exemplo). Há também títulos públicos que rendem o mesmo que a taxa Selic (LFT).

O cenário atual, fevereiro de 2011, é de expectativa de aumento da inflação, acima da meta estabelecida para esse ano (4,5%). Logo, veremos em breve o aumento da taxa Selic. Nesse cenário, o investimento em títulos atrelados à inflação (NTN-B) ou em títulos atrelados à Selic (LFT) devem apresentar um bom resultado.

Por outro lado, caso o Banco Central do Brasil comece a ganhar a "queda de braço", e os índices de inflação começarem a convergir para a meta, os títulos prefixados (LTN ou NTN-F) irão "bombar". Ou seja, tudo depende do desenrolar do atual cenário econômico. Como eu disse, a resposta não é trivial.

Trivial é responder que o investimento em LFT gera um rendimento, no mínimo, semelhante à variação da Selic. Ou seja, se você está na dúvida se os juros vão subir ou se vão cair, se a inflação vai convergir para a meta ou se vai escapar, compre LFTs. Porém lembre-se: a LFT no longo prazo gera rendimentos muito tímidos, quando comparados aos demais títulos públicos.

Vale a máxima: quando maior for o risco, maior serão os rendimentos.

Como lhe adiantei, iremos dar um foco no Tesouro Direto em nossos próxios artigos. Explicaremos como as características dos títulos públicos podem trabalhar a nosso favor, conciliando tais características com nossos objetivos e nosso horizonte de investimento.

Antes de investir no Tesouro Direto, dê uma lida no artigo "Como Investir no Tesouro Direto" http://www.abcdodinheiro.com.br/2011/01/examecom-como-investir-no-tesouro.html e no site do Tesouro Nacional, que trás várias dicas e tutoriais bem legais.




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Abraços,

Flávio Girão Guimarães

ABC do Dinheiro